quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Pra Não Dizer Que Eu Não Sou Uma Flor

Nas últimas aulas meu professor veio interagir comigo, o que não é estranho, já que ele, ora ou outra, fala comigo em sala, e me tira do limbo de minha mente de estudante de graduação sem saber o que fazer da vida em pouco mais de um ano para o fim do ciclo acadêmico básico.

Certo... Deixando as minhas profundidades "almazísticas" de lado, meu professor olhou para mim e perguntou a todos da turma por que eu não sou uma flor. A resposta é um tanto quanto óbvio, uma vez que eu não tenha as propriedades de uma flor, em uma visão mais concreta da palavra. Todavia, seguindo a lógica gestáltica de transformar coisas distintas em coisas mais distintas ainda, eu poderia, sim, ser uma flor. Deixe-me explicar melhor: temos, como exemplo - e o mesmo exemplo utilizado pelo Professor Dioney em sala de aula - a seguinte lógica, A + B + C = D, e não ABC. Dois pontos de vista diferentes, quando misturados, geram um ponto de vista ainda mais diferente. De uma forma mais simples ainda: baião-de-dois não é um baião onde tem duas pessoas, e sim um prato nordestino - e "prato" aqui não quer dizer lugar onde comer, e sim a própria comida. Isso acontece porque nós podemos diferenciar palavras de seus próprios significados aparentes e concretos.

Eu posso muito bem ser uma flor, figurativamente. Se uma pessoa legal e bondosa pode ser uma flor, então eu também posso ser uma. Quer dizer, não que eu seja legal e bondoso, eu tenho lá meus dias de mal humor e tudo mais. O que eu quero dizer é que se flor equivale a um conjunto de pessoas cuja característica peculiar seja a de ajudar os outros e ser feliz com a vida, então qualquer pessoa com tais dotes poderiam muito bem serem chamadas assim. Minha própria mãe - que Deus a tenha - falava para mim: quando você não está jogando futebol no videogame - eu realmente fico irritado com esse jogo, odeio perder -, você é uma flor de pessoa. Então, pode-se dizer que toda essa índole de cunho homossexual, em uma sentença como essa foi deixada de lado. Algumas pessoas podem muito bem pensar que chamar um homem de flor significa dizer que ele é sensível e delicado como uma menininha de 13 anos. Mas com uma sentença como a da minha mãe, o "flor de pessoa" se transforma em algo mais comum, uma expressão idiomática, algo que poderia ser dito e não fomentar qualquer tipo de pensamento sobre qualquer coisa senão que a pessoa é bondosa e carinhosa.

Dar características de objetos inanimados a seres animados é um dos tantos pontos que difere a gente, seres humanos, pensantes, racionais, de outras espécies de animais. Pode parecer simples e óbvio, mas se formos parar para pensar, nossa mente é muito mais complexa do que jamais imaginamos, por isso seria muito interessante se algumas pessoas neste vasto mundo não se desvalorizassem ou se queixassem de serem burras; o ser humano não é burro a não ser que se deixe ser. Tá aí, uma voz média passiva... Mas isso é assunto para uma outra postagem futura... ;)

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