terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

... ... ... É isso aí!

Ainda seguindo o livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, eu sempre fiquei intrigado com esse Capítulo 139, e sempre quis escrever algo sobre isso. Então aqui vai a minha análise, de cunho altamente pragmático, sobre esse silêncio que diz mais coisas do que muitos possam imaginar.

CAPÍTULO 139 - De Como Não Fui Ministro d'Estado
“............................................................
............................................................
............................................................”.

O texto em questão, mesmo não contendo palavras, trata justamente da falta de informação: Machado de Assis, ao escrever o capítulo 139 do seu livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, tem como principal foco a inexistência de algo que deveria ter sido, mas acabou não sendo, e virando um vazio, o vazio da existência de Brás Cubas...

Brás Cubas representa todos os homens da elite brasileira do século XIX, com todos os seus caprichos, desejos e vontades, a começar pela sua forma inusitada de escrever um livro mesmo depois de morto.

Sua história inteira é sobre aquilo que ele poderia ter sido, mas não foi: desde sua carreira política até a sua vida matrimonial... Machado de Assis manipula o leitor de uma maneira tão hipnotizante, que acaba tornando a vida de Brás Cubas muito interessante: você precisa saber o que vai acontecer! Você necessita disso, você quer ver o que a vida reserva para ele no fim das contas... Desta forma, a história vai, vai, vai, vai... ... ... ... ... ... ... ...

Sendo considerado o escritor mais ousado de toda história da literatura brasileira, ele faz com que o foco central de sua obra fique nas entrelinhas, no subtexto: como se ele escrevesse o livro inteiro em reticências, mas a disposição dos pontos finais é que geram a semântica que ele quer passar.

“Há coisas que melhor se dizem calando; tal é a matéria do capítulo anterior”. Tais palavras são ditas por Brás Cubas no início do capítulo 140, o que dá maior base à ideia de que mesmo se ele dissesse milhões de coisas, declarasse sua infeliz natureza, não conseguiria expor tais sentimentos em palavras, fazendo com que o capítulo fosse deixado em branco.

Se pegarmos a ideia com a qual ele faz do capítulo 139 um vazio e a aplicarmos à história de Brás Cubas, veremos que ele é um personagem vazio, assim como o tal capítulo 139. Acontece que a morte de Brás Cubas foi só um pretexto para ele ter maior liberdade de crítica, visto não ter mais o seu superego e não se importar mais com as coisas que ele fez de ruim ou de bom durante sua vida inteira, afinal, está morto mesmo. Desta forma ele pode falar mal à vontade da vida burguesa, que isso será tratado apenas como uma luz de fundo, quando na cabeça de Machado esse é o foco central da narrativa.

No fim das contas, o personagem principal é ele mesmo, Machado de Assis.

Análise Do Discurso Em Machado De Assis

Eu estava lendo pela centésima vez o livro Memórias Póstumas De Brás Cubas, do nosso ilustríssimo Senhor Machado de Assis. Esse é um dos meus livros preferidos, e o Machado é, talvez, meu autor preferido entre todos neste planeta. Eu pude, então, verificar um trecho, que me fez analisar muito severamente o discurso empregado e o que ele quis expressar com tais palavras e com tamanha polêmica. Eis o trecho: "(...) Todavia, importa dizer que este livro é escrito com pachorra, com a pachorra de um homem já desafrontado da brevidade do século, obra supinamente filosófica, de uma filosofia desigual, agora austera, logo brincalhona, coisa que não edifica nem destrói, não inflama nem regela, e é, todavia, mais do que passatempo e menos do que apostolado", retirado do Capítulo 4, "A Ideia Fixa".

O todavia implantado nesse fragmento tem o valor de contrapor uma ideia subentendida. Ou seja, ele pressupõe que o leitor tenha pensado que esse livro era feito com pressa e sem cuidado, mas com o emprego do todavia, que uma conjunção adversativa, marca de pressuposto, segundo Fiorin, fica claro que Machado quer contrapor essa ideia do leitor.

Quando Machado diz que sua filosofia é desigual, pressupõe-se que ninguém jamais tenha feito algo como ele; isso demonstra uma necessidade de inovar na escrita, o que, de fato, é mais criticado nessa obra, a inovação da escrita está em primeiro plano, antes mesmo da história em si. Fiorin dá um exemplo semelhante sobre o pressuposto de certos advérbios:

“O país está muito mal, e não quero mais fazer papel de bobo da corte” (Xuxa).

Segundo Fiorin, “O advérbio mais implicita a informação de que o produtor do texto antes fazia o papel de bobo da corte”. O advérbio desigual, no fragmento de Machado, pressupõe algo jamais visto, ninguém nunca produziu semelhante coisa, enquanto o mais, no caso do exemplo de Fiorin, pressupõe algo que já foi feito anteriormente. Eles têm o mesmo valor semântico nesse caso.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Reflexões Sobre A Ecolínguistica

Passou da hora de eu entregar minha AVM em exatas duas horas... Eu não consegui pensar em nada para escrever aqui, então vou escrevendo e pensando ao mesmo tempo. Espero que não tenha nenhum problema para você, querida examinadora Roberta.

Quando eu penso em Ecolinguística, eu penso numa coisa muito óbvia: o meio e as pessoas interferem na língua a que se fala, e isso trice-e-treça... Nesse tripé que complementa um ao outro. Em uma tribo indígena, por exemplo, o ambiente em que eles estão é altamente propício à invenção de novas palavras sobre tais situações que só eles vivem. Do mesmo jeito que nos Estados Unidos conceitos das regras de Baseball são levados para todos os âmbitos semânticos possíveis... Second Base, Third Base, Score... muitos usam isso para indicar o nível de aproximação entre pessoas para uma relação sexual. E ainda temos outras expressões, como Strike One... Two... Three... You're out! que pode expressar muito bem as tentativas de uma pessoa até ela não conseguir o que quer, do mesmo jeito que o batedor do Baseball se sente fracassado por errar três bolas em sequência. São muitas expressões idiomáticas relacionadas a esse esporte. Já aqui no Brasil, país do futebol, a nossa influência ambiental é outra, temos termos como, "abaixa a bola", "ficar para escanteio", "chutar" (chutômetro, arriscar), "bater na trave", "um a zero para você", "só correr para o abraço", entre outras... Isso nos faz crer, obviamente, que há, de fato, uma grande influência linguística do meio às pessoas.

Cada um influencia o outro, de forma que eles se completem. Eu confesso que quando eu li o texto sobre a Ecolinguística, eu podia ter parado já na primeira folha, porque eu saberia exatamente o que viria nas próximas páginas. É um conteúdo auto-explicativo, muito fácil de se compreender, e uma grande sacada do autor.

Enfim, essas foram as minhas reflexões de hoje... Espero que você goste... E eu também espero que eu não perca ponto por duas horas de atraso, aconteceu algumas coisas, e agora tenho que dormir bem menos do que eu gostaria, tudo por uma causa justa, é claro. Eu também tive problemas com meu computador, e tal... Mas como eu sou um cara prendado, consegui consertá-lo com minhas próprias mãos e minha própria cabeça - tá aí! mais uma expressão idiomática que poderia ser muito bem empregada na Linguística Cognitiva; não deixe de ver os próximos episódios do meu AVM... :D

Pra Não Dizer Que Eu Não Sou Uma Flor

Nas últimas aulas meu professor veio interagir comigo, o que não é estranho, já que ele, ora ou outra, fala comigo em sala, e me tira do limbo de minha mente de estudante de graduação sem saber o que fazer da vida em pouco mais de um ano para o fim do ciclo acadêmico básico.

Certo... Deixando as minhas profundidades "almazísticas" de lado, meu professor olhou para mim e perguntou a todos da turma por que eu não sou uma flor. A resposta é um tanto quanto óbvio, uma vez que eu não tenha as propriedades de uma flor, em uma visão mais concreta da palavra. Todavia, seguindo a lógica gestáltica de transformar coisas distintas em coisas mais distintas ainda, eu poderia, sim, ser uma flor. Deixe-me explicar melhor: temos, como exemplo - e o mesmo exemplo utilizado pelo Professor Dioney em sala de aula - a seguinte lógica, A + B + C = D, e não ABC. Dois pontos de vista diferentes, quando misturados, geram um ponto de vista ainda mais diferente. De uma forma mais simples ainda: baião-de-dois não é um baião onde tem duas pessoas, e sim um prato nordestino - e "prato" aqui não quer dizer lugar onde comer, e sim a própria comida. Isso acontece porque nós podemos diferenciar palavras de seus próprios significados aparentes e concretos.

Eu posso muito bem ser uma flor, figurativamente. Se uma pessoa legal e bondosa pode ser uma flor, então eu também posso ser uma. Quer dizer, não que eu seja legal e bondoso, eu tenho lá meus dias de mal humor e tudo mais. O que eu quero dizer é que se flor equivale a um conjunto de pessoas cuja característica peculiar seja a de ajudar os outros e ser feliz com a vida, então qualquer pessoa com tais dotes poderiam muito bem serem chamadas assim. Minha própria mãe - que Deus a tenha - falava para mim: quando você não está jogando futebol no videogame - eu realmente fico irritado com esse jogo, odeio perder -, você é uma flor de pessoa. Então, pode-se dizer que toda essa índole de cunho homossexual, em uma sentença como essa foi deixada de lado. Algumas pessoas podem muito bem pensar que chamar um homem de flor significa dizer que ele é sensível e delicado como uma menininha de 13 anos. Mas com uma sentença como a da minha mãe, o "flor de pessoa" se transforma em algo mais comum, uma expressão idiomática, algo que poderia ser dito e não fomentar qualquer tipo de pensamento sobre qualquer coisa senão que a pessoa é bondosa e carinhosa.

Dar características de objetos inanimados a seres animados é um dos tantos pontos que difere a gente, seres humanos, pensantes, racionais, de outras espécies de animais. Pode parecer simples e óbvio, mas se formos parar para pensar, nossa mente é muito mais complexa do que jamais imaginamos, por isso seria muito interessante se algumas pessoas neste vasto mundo não se desvalorizassem ou se queixassem de serem burras; o ser humano não é burro a não ser que se deixe ser. Tá aí, uma voz média passiva... Mas isso é assunto para uma outra postagem futura... ;)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Causatividade No Jornal

Uma notícia que está "bombando" no facebook é a seguinte:

"Mães colocam filhas para pintar muro de escola pichado por elas".

http://www.folhabv.com.br/mobile/noticia.php?id=141259

Logo após ler a sentença, eu pensei, "aí tem causatividade! vou levar isso para o meu AVM!". Ora, "mães colocam" é o predicado de causa; nesse caso, "colocam" é um verbo que expressa ação de fazer algo com outro - colocar alguma coisa em algum lugar ou alguém para fazer algo -, um verbo causativo perfeito! E, "filhas para pintar muro de escola pichado por elas" é o predicado de efeito, pois temos "filhas", um substantivo com toque de sujeito; e temos "para pintar muro de escola pichado por elas" como o acontecido, o resultado. As causativas estão aí por toda a parte, só que eu, com certeza, não saberia reconhecê-las sem o nosso querido Dioney e suas repetitivas, porém esclarecedoras, explicações.

Okay... Temos uma frase causativa... Mas o que me deixou de cabelo em pé foi a ambiguidade que o "por elas" trouxe, no fim da sentença. Se você pensar por um segundo, "por elas" concorda com "mães" do mesmo jeito que com "filhas", e é nisso que o nosso português do Brasil peca! Nós não temos diferenciação entre pronome de sujeito e de objeto. Pensando melhor, qual seria a melhor alternativa para uma causativa como essa?! As opções não são tão grandes... É uma sentença complicadíssima de se explicar em nossa língua. Uma possível não-usual alternativa seria usar a estrutura Munduruku; o que ficaria mais ou menos assim:

"Mães pintam muro de escola pichado por intermédio de suas filhas".

Mas a coisa fica ainda mais complicada, porque não fica claro que as filhas foram as que pintaram o muro, e que estão sendo punidas por suas mães. O que complica é que é uma sentença muito complexa para ser expressa com uma estrutura causativa. Eu acredito que seria muito mais simples se fosse aplicado, simplesmente, uma oração subordinada substantiva objetiva direta mesclada com uma substantiva objetiva indireta:

"Alunas picham muro de escola e são punidas por suas mães a o repintarem".

Mas como o foco está nas "mães", a coisa seria um tanto diferente:

"Mães punem suas filhas, que picharam o muro da escola, a o repintarem".

Nesse caso, uma oração subordinada adjetiva explicativa. Mas jornais e qualquer meio de comunicação em massa dificilmente destacam termos entre vírgulas, o que facilita a leitura dos menos escolarizados, e todo o tipo de parafernália desse tipo... 

Enfim, esta foi só uma reflexão básica pela minha pequena intriga com essa ambiguidade. 

Meu Pai

Esses dias eu tava reparando o discurso do meu pai... Ele não foi completamente alfabetizado, e sofre muito com o léxico das palavras, e com causatividade, em subsequência! Ele é aquele tipo de pessoa que substitui "coisa" e "negócio" por tudo, inclusive as pessoas, que ele sempre chama de "menino" e "menina"... Ele é sim é uma pessoa muito inteligente, mas não consegue desenvolver pensamentos para fora da cabeça, achando que eu posso ler o que ele pensa.

Sobre a causatividade, muitas vezes ele não consegue desenvolver uma ideia lexical, por exemplo; daí ele só diz que alguém caiu... e não pensa na força que agiu sobre isso. Não pensa que para alguém cair, outro ser ou coisa precisa o derrubar. A informação sempre parece se quebrar fora da cabeça dele, e ele não consegue se expressar bem, e acaba ficando com raiva de quem não entende, porque para ele é tudo tão claro, que ele não entende o porquê de o outro não compreender.

É mais engraçado ainda quando ele fala esses códigos lexicais, "coisa", "negócio", "menino(a)", e quer que a gente entenda, mesmo que o contexto da conversa esteja pendendo a outra coisa que não tem nada a ver com aquilo. Do nada, ele fala: "o menino foi preso mesmo", e aí eu tenho que vasculhar minha memória e tentar lembrar de todos os "meninos" que possam ter sido inserido em alguma conversa algum dia. É um trabalho de decodificação cansativo, às vezes. Ainda mais quando ele pede para eu pegar o "coisa" dentro do armário, e se esquece da palavra correspondente; e se eu pergunto que "coisa", ele fica um minuto tentando pensar no morfema lexical correspondente ao seu pensamento.

Eu costumo pensar que a memória do meu pai é boa para lembrar de coisas, e não de palavras ou de sentenças autoexplicativas. Ele é muito bom em artesanatos, tem uma habilidade ímpar. Seguindo os preceitos de Platão em A República, poder-se-ia dizer que meu pai foi feito para ser um artesão, uma vez que ele seja bom nisso muito mais do que seria em matemática e português, por exemplo. Todos os seus esforços estão ligados a apenas uma arte. Ele é um artista pleno, é isso que quero dizer.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Nós Todos Somos Índios

O funcionamento da sociedade indígena é muito mais organizado do que muita gente imagina: as pessoas se tratam como iguais, não existe ganância nem desejo por poder, existe, sim, companheirismo e respeito. É como um socialismo utópico, mas, de fato, existe; não como forma de governo, porque governo é um conceito não empregado pelas tribos indígenas. Mas como uma relação social, mesmo.

É até engraçado como tudo funciona perfeitamente: parece que os índios não são humanos, e sim seres acima, seres com uma inteligência social diferenciada, seres que se tratam como iguais, como irmãos – isso era o que a gente deveria fazer perante o catolicismo, mas na sociedade em que vivemos, essa é uma ideia defasada. Enquanto nós, “homens brancos”, nos preocupamos apenas com o NOSSO próprio bem estar, NOSSO próprio dinheiro, NOSSA própria propriedade, NOSSA própria família, entre outras coisas... Os índios se tratam como um só; como se o seu bem representasse o meu bem, e a minha tristeza significasse a sua tristeza. Vendo dessa forma, podemos dizer que eles são seres melhores do que a gente.

Ao pensar nisso, nos deparamos com o nosso “almejar”: o que nós, capitalistas brasileiros, almejamos para a nossa vida? Simples, nós queremos um emprego, onde ganhemos muito dinheiro para poder sustentar nossos vícios – entenda “vícios” com significado de “bem próprio”, “alegria interior”, “felicidade individualista”... Nesse quesito, nós nos tornamos animais: animais que só pensam no próprio umbigo, animais que só pensam no bem-estar próprio, animais cujo objetivo é vencer na própria vida; dessa forma, quando passamos por um mendigo na rua ou crianças passando fome, e eles pedem dinheiro, nós nos recusamos a ajudá-los; afinal, não é problema nosso. Por que arriscar nossa confiança em um desconhecido? Por que dar um mísero real, dos muitos que nós possuímos, para um desconhecido que poderá gastar esse mísero real com drogas? Simplesmente porque o EGO dói nesse momento, arriscar sem enganado: não, nós não podemos correr esse risco... E, também, o que ajudar essas pessoas desconhecidas traria de bom para nossas vidas? Ficaríamos mais ricos? Não, nós perderíamos UM REAL!
Agora, por que a gente acha que os indígenas são animais carnívoros da floresta, desprovidos de sentimentos e pensamentos, se eles são mais inteligentes e mais sensatos do que a gente, homens brancos? 

É tudo um grande preconceito. O fato de eles se tratarem bem, como irmãos que são, os fazem estranhos; é muito difícil digerir uma coisa dessas, e como é! Por que eles não têm ambições grandiosas? Por que eles pensam somente no “nosso” e esquecem o “meu”? O “meu” é que é legal, o “meu” é meu e ninguém tira! Somente meu; só eu poderei desfrutar daquilo, e você que se dane para lá. O que importa é o que é meu; se não é meu, não tem graça...

Todos nós, brasileiros, somos indígenas. Querendo ou não, gostando ou não, nós, brasileiros, possuímos o sangue indígena em nossas veias. Muitos brasileiros ainda relutam por essa descendência indígena, acham que é muito mais bonito se parecer com um europeu do que se parecer com um índio, deve ser pelo fato de o europeu ser a visão perfeita de beleza universal.

Não aceitar isso é como negar nossas próprias origens, ter vergonha de sermos quem nós realmente somos. Mas por que essa vergonha, se os índios são seres tão sábios? Por que esse preconceito insiste em continuar em nossa sociedade? Por que esquecer todo um passado de sofrimento? Por que apoiar o lado inimigo nessa luta? Será que aparência conta tanto assim nessa vida? Onde está nosso orgulho de ser brasileiro? Talvez alguém já o tenha jogado no vaso e dado descarga; onde estão nossas raízes?